Os olhos do seu cachorro estão ficando esbranquiçados? Seu pet começou a esbarrar nos móveis, hesitar antes de subir uma escada ou demonstrar insegurança para andar em lugares com pouca luz? Mudanças como essas podem ser sinais de problemas de visão em cães e gatos e merecem uma avaliação com um médico-veterinário especializado em oftalmologia.
Muitas doenças oculares evoluem de forma discreta. Como cães e gatos conseguem se adaptar muito bem à redução gradual da visão, o tutor nem sempre percebe imediatamente que existe um problema. Em alguns casos, a alteração só chama atenção quando o animal já apresenta dificuldade para se locomover ou quando o olho muda de aparência.
Por isso, a oftalmologia veterinária vai muito além de avaliar se um pet “enxerga ou não”. A especialidade investiga as diferentes estruturas dos olhos, identifica doenças que podem causar dor, inflamação ou perda visual e utiliza exames específicos para entender qual estrutura está comprometida e qual é a melhor conduta para cada paciente.
No Grupo Hospitalar Pet Support, essa investigação conta com equipe especializada, estrutura hospitalar e tecnologias avançadas de diagnóstico. Entre elas está a eletrorretinografia, exame realizado com o auxílio do eletrorretinógrafo que avalia o funcionamento da retina, sendo fundamental para diferenciar se a cegueira tem origem na retina, nervo óptico ou cérebro. Além de ser indispensável no pré-operatório de cirurgias de catarata.
Trata-se de uma tecnologia disponível em poucos centros de referência e universidades do país. Utilizamos o aparelho RETevet™ (fabricado pela LKC Technologies) que é amplamente considerado uma das tecnologias mais modernas e inovadoras do mundo em eletrofisiologia ocular veterinária. É o único aparelho desta categoria no sul do país. Diferente dos eletrorretinógrafos antigos e volumosos (que exigiam salas escuras dedicadas e montagens de eletrodos complexas), o RETevet revolucionou o diagnóstico retinal em cães, gatos e outros animais pela sua praticidade, alta precisão e portabilidade.
Principais Aplicações Clínicas na Rotina Veterinária
O RETevet é indispensável no diagnóstico diferencial de causas de perda de visão e na avaliação funcional da retina:
Avaliação Pré-Operatória de Catarata: Garante que a retina está 100% funcional antes de submeter o paciente à cirurgia de facoemulsificação. Se a retina não estiver funcionando (ex: por uma atrofia progressiva), a cirurgia de remoção da catarata não devolveria a visão ao pet.
Diagnóstico Diferencial da Cegueira Repentina: Diferencia a SARDS (Síndrome da Degeneração Retiniana Aguda Adquirida, onde o ERG resulta em resposta nula/extinta) da Neurite Óptica ou lesões de sistema nervoso central (onde o ERG da retina geralmente se mantém normal).
Doenças Hereditárias e Degenerativas: Identificação precoce da Atrofia Progressiva da Retina (APR/PRA), distrofias de cones/bastonetes e cegueira noturna congênita.
Descolamento de Retina e Inflamações (Coriorretinites): Avaliação do grau de comprometimento funcional das células fotorreceptoras em retinas inflamadas, descoladas ou sob efeito de toxicidade medicamentosa.
Como a eletrorretinografia é realizada?
A eletrorretinografia (ERG) funciona como um “eletrocardiograma do olho”. Em vez de medir a atividade elétrica do coração, ela mede a resposta elétrica das células da retina (os cones e bastonetes que captam a luz) quando recebem estímulos luminosos.
É um exame seguro, não invasivo e indolor, com protocolos rápidos e eficientes sob sedação leve, garantindo diagnósticos precisos em poucos minutos e gerando relatórios objetivos para tutores e clínicos encaminhadores.
Antes de tudo, o pet passa por uma avaliação clínica e anestésica para garantir que está apto. Em seguida, são aplicados colírios para dilatar a pupila (permitindo que a luz entre com facilidade) e um colírio anestésico local para garantir que ele não sinta nada na superfície do olho.
Como qualquer movimento muscular Brusco pode interferir no sinal elétrico super sensível da retina, o paciente recebe uma sedação leve. Ele dorme confortavelmente durante todo o processo, sempre acompanhado de perto por um médico-veterinário anestesista.
Com o paciente relaxado, pequenos sensores finos (eletrodos) são posicionados na pele ao redor dos olhos e um sensor em forma lente de contato toca suavemente a superfície do olho. Isso não causa dor nem machuca.
O aparelho emite flashes de luz rápidos com diferentes intensidades e cores. Quando a luz atinge a retina, as células ativas geram uma micro-onda elétrica. O equipamento capta esse sinal e desenha um gráfico em tempo real na tela, mostrando se as células estão respondendo bem ou não, o que permite um resultado rápido.
Notou alguma mudança na visão do seu pet? Agende uma avaliação oftalmológica no Pet Support e conte com uma equipe especializada para investigar a causa.
Como saber se meu cachorro ou gato está com problema de visão?
Nem sempre a perda de visão aparece de maneira evidente. Principalmente quando a alteração acontece progressivamente, cães e gatos podem utilizar memória, olfato, audição e reconhecimento do ambiente para compensar a dificuldade visual.
Por isso, mudanças aparentemente pequenas no comportamento podem ser relevantes.
Entre os principais sinais de problemas de visão em cães e gatos estão:
- olho com aparência esbranquiçada, acinzentada, azulada ou leitosa;
- mudança no brilho ou na transparência dos olhos;
- cachorro ou gato esbarrando em móveis e objetos;
- dificuldade para enxergar em ambientes escuros;
- insegurança para caminhar;
- hesitação para subir ou descer escadas;
- dificuldade para calcular distâncias;
- mudanças repentinas de comportamento;
- receio de circular por ambientes desconhecidos;
- dificuldade para localizar brinquedos, alimentos ou pessoas;
- em gatos, hesitação ou erro ao realizar saltos que antes faziam parte da rotina.
Esses sinais são especialmente importantes porque diferentes doenças podem provocar manifestações semelhantes. A Dra. Fabiana Quartiero, médica-veterinária oftalmologista, mestre e doutora, destaca que muitos tutores procuram atendimento apenas quando o animal começa a esbarrar nos móveis ou apresenta alguma alteração visível no olho. Entretanto, mudanças mais discretas podem surgir antes disso.
Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as possibilidades de estabelecer uma conduta adequada para proteger a visão, o conforto e a qualidade de vida do paciente.
Cachorro com olho branco ou azulado é sempre catarata?
Não. Um olho esbranquiçado, azulado, acinzentado ou opaco em cães e gatos não significa necessariamente catarata.
Essa é uma das razões pelas quais tentar identificar a doença apenas pela aparência do olho pode levar a interpretações equivocadas.
Diversas alterações oftalmológicas podem modificar a transparência ou a aparência dos olhos, entre elas:
- catarata;
- glaucoma;
- uveíte;
- ceratite;
- alterações da córnea;
- úlcera de córnea;
- ceratoconjuntivite seca (olho seco);
- inflamações intraoculares;
- esclerose nuclear relacionada ao envelhecimento.
Nos cães idosos, por exemplo, é comum ocorrer uma alteração chamada esclerose nuclear. Ela pode deixar o centro do olho com aspecto azulado ou acinzentado e frequentemente é confundida pelos tutores com catarata.
Diferentes doenças podem causar opacidade ocular e, em alguns casos, apresentar uma aparência bastante semelhante. A diferenciação entre catarata e esclerose nuclear, por exemplo, exige uma avaliação oftalmológica.
Por isso, ao pesquisar na internet por expressões como “meu cachorro está com o olho branco”, “olho azul em cachorro idoso” ou “cachorro com olho embaçado”, é importante entender que esses sinais descrevem uma alteração, mas não determinam seu diagnóstico.
O que é catarata em cães e gatos?
A catarata em cães e gatos ocorre quando o cristalino, a lente natural localizada dentro do olho, perde sua transparência.
Em condições normais, o cristalino permite a passagem da luz para que ela alcance estruturas responsáveis pela formação da visão. Quando essa lente se torna opaca, a passagem da luz é prejudicada e a capacidade visual pode diminuir progressivamente.
A catarata é considerada uma importante causa de perda visual tratável em animais.
A intensidade do comprometimento depende de fatores como extensão, localização e estágio da catarata, além das condições das demais estruturas do olho.
O que causa catarata em cachorro?
Em cães, a catarata apresenta frequentemente componente hereditário e também possui uma associação importante com o diabetes mellitus.
Isso significa que um cachorro diabético que apresenta alteração na aparência dos olhos ou mudança na capacidade visual deve ser avaliado com atenção.
Outros fatores e condições oftalmológicas também podem estar envolvidos, motivo pelo qual cada caso precisa ser investigado individualmente.
Gatos também podem ter catarata?
Sim. Gatos podem desenvolver catarata, embora essa alteração seja menos frequente na espécie quando comparada aos cães.
Nos felinos, a catarata frequentemente aparece associada a outros problemas oculares, incluindo processos inflamatórios intraoculares.
Por isso, identificar apenas a presença da opacidade não é suficiente. O oftalmologista veterinário também precisa investigar o que está acontecendo nas demais estruturas oculares.
Meu pet está esbarrando nos móveis: pode estar perdendo a visão?
Pode. Esbarrar em móveis e objetos é um dos sinais que podem indicar redução da capacidade visual, especialmente quando esse comportamento não existia anteriormente.
Mas esse não é o único sinal.
Um cachorro pode continuar andando normalmente dentro de casa mesmo com uma perda significativa da visão porque conhece a posição dos móveis, dos corredores, das portas e dos objetos. O problema pode ficar mais evidente quando há alguma mudança no ambiente ou quando o animal visita um local desconhecido.
A dificuldade em ambientes escuros também pode ser um sinal importante.
Alguns pacientes passam a evitar escadas, ficam mais inseguros durante passeios noturnos ou demoram mais para se deslocar quando a iluminação é reduzida.
Nos gatos, o tutor pode perceber outra mudança característica: o animal começa a calcular mal os saltos, hesita antes de subir em algum móvel ou aparentemente “erra o pulo” em locais conhecidos. Esses comportamentos são citados entre os sinais que podem ser observados em casa.
Nenhum desses sinais, isoladamente, determina qual doença está presente. Eles indicam que é hora de investigar.
O que faz um oftalmologista veterinário?
O oftalmologista veterinário é o médico-veterinário dedicado à investigação, prevenção e tratamento das doenças que acometem os olhos e as estruturas relacionadas à visão.
Uma avaliação oftalmológica permite investigar alterações em diferentes regiões, como córnea, cristalino, estruturas intraoculares e retina, além de avaliar características importantes para a saúde ocular do paciente.
Dependendo dos sintomas e do que for identificado durante a consulta, diferentes exames podem ser necessários.
Essa avaliação é especialmente importante porque dois pacientes com olhos aparentemente semelhantes podem apresentar doenças completamente diferentes.
Um olho opaco, por exemplo, pode estar relacionado à catarata, mas também pode ocorrer em outras condições. Da mesma forma, um animal que perdeu a visão pode apresentar uma alteração no cristalino, na retina ou em outra estrutura envolvida no sistema visual.
É essa investigação que permite sair do sintoma e chegar ao diagnóstico.
Quais exames podem ser usados na oftalmologia veterinária?
Não existe um único exame capaz de responder a todas as perguntas sobre a visão de um animal.
A investigação oftalmológica começa pela avaliação clínica especializada e, conforme a suspeita, pode ser complementada com exames específicos.
No Pet Support, a estrutura hospitalar permite que diferentes etapas dessa investigação sejam realizadas de maneira integrada, inclusive em pacientes que necessitam de uma avaliação de maior complexidade.
Exame oftalmológico completo
O primeiro passo é avaliar o paciente e suas estruturas oculares.
Em um animal com suspeita de catarata, por exemplo, não basta confirmar que o cristalino está opaco. É necessário avaliar o estágio da catarata e também verificar as condições gerais do olho, incluindo presença ou ausência de inflamações e estabilidade da pressão ocular.
Essa avaliação ajuda a definir quais exames complementares serão necessários.
Ecografia ocular
Em determinadas situações, principalmente quando existe uma estrutura opaca impedindo a visualização direta das regiões internas do olho, a ecografia ocular pode fazer parte da investigação.
Os exames têm funções diferentes e fornecem informações complementares para o planejamento do caso:
Eletrorretinografia: exame para avaliar o funcionamento da retina
A eletrorretinografia veterinária, também chamada de ERG, é um exame utilizado para avaliar a resposta funcional da retina à luz.
Em outras palavras, o eletrorretinógrafo ajuda o médico-veterinário a responder uma pergunta que nem sempre pode ser esclarecida apenas olhando para o olho: a retina está funcionando adequadamente?
A retina é uma estrutura fundamental para a visão. É nela que estímulos luminosos são convertidos em sinais que fazem parte do processo visual.
O eletrorretinograma registra respostas elétricas geradas pela retina diante de estímulos luminosos. Protocolos clínicos de eletrorretinografia são utilizados há anos na oftalmologia veterinária para avaliação funcional da retina e podem ser especialmente relevantes quando estruturas opacas dificultam sua observação direta.
O que é um eletrorretinógrafo veterinário?
O eletrorretinógrafo é o equipamento utilizado para realizar a eletrorretinografia.
Diferentemente de um exame de imagem, seu objetivo principal não é produzir uma fotografia da retina. O aparelho registra a resposta elétrica da retina aos estímulos luminosos e gera informações que serão interpretadas pelo oftalmologista veterinário.
Essa distinção é importante.
Uma estrutura pode precisar ser avaliada tanto do ponto de vista anatômico quanto funcional. Por isso, diferentes exames oftalmológicos podem ser utilizados de maneira complementar.
A eletrorretinografia é reconhecida na literatura veterinária como uma ferramenta para avaliar a função da retina em diferentes contextos, incluindo doenças retinianas, perda visual e pacientes nos quais a visualização da retina é prejudicada pela opacidade dos meios oculares.
Contar com essa tecnologia dentro de uma estrutura hospitalar amplia as possibilidades de investigação em casos oftalmológicos mais complexos.
O Pet Support está entre os poucos hospitais veterinários que contam com eletrorretinógrafo, oferecendo acesso a esse recurso diagnóstico associado à avaliação de uma equipe especializada.
Para que serve a eletrorretinografia em cães e gatos?
A eletrorretinografia pode ser indicada pelo oftalmologista veterinário em diferentes situações nas quais é necessário investigar o funcionamento da retina.
Entre as aplicações clínicas descritas para o ERG veterinário estão a avaliação de doenças retinianas, investigação de determinadas causas de perda visual e análise da função da retina quando a sua observação direta é dificultada.
Uma das aplicações mais conhecidas é justamente a avaliação pré-operatória de pacientes com catarata.
Por que avaliar a retina antes da cirurgia de catarata?
Para entender essa importância, imagine o olho como um sistema formado por diversas estruturas que precisam funcionar em conjunto.
Na catarata, o problema está localizado no cristalino, que perdeu sua transparência. A cirurgia pode remover essa barreira à passagem da luz.
Mas existe uma segunda pergunta importante: o que acontece depois que a luz consegue novamente entrar no olho?
Para que o paciente tenha potencial visual, outras estruturas envolvidas na visão também precisam apresentar condições adequadas de funcionamento.
É aí que a avaliação da retina se torna relevante.
Estudos com cães submetidos à avaliação para cirurgia de catarata mostram a utilização da eletrorretinografia justamente para analisar a função retiniana antes do procedimento.
No Pet Support, pacientes diagnosticados com catarata são avaliados quanto ao estágio da doença e à saúde ocular. Quando indicado, a investigação pré-operatória pode incluir eletrorretinografia e ecografia ocular antes da programação da cirurgia.
Isso traz mais informações para a tomada de decisão e para o planejamento individualizado do paciente.
A eletrorretinografia serve apenas para catarata?
A eletrorretinografia não é um exame exclusivo para pacientes com catarata. Ela também pode ser indicada em outras situações em que o oftalmologista precisa avaliar o funcionamento da retina, especialmente diante de alterações ou perda de visão cuja causa ainda precisa ser esclarecida.
Na prática, a investigação começa pelos sinais apresentados pelo paciente e pelos achados da avaliação oftalmológica. Dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, insegurança ao se locomover, esbarrões frequentes, alterações nos saltos ou mudanças na aparência dos olhos podem ter diferentes origens. A partir dessa avaliação, o oftalmologista define quais estruturas precisam ser investigadas e quais exames complementares são necessários para chegar ao diagnóstico.
Assim, o eletrorretinograma entra como parte de uma investigação oftalmológica mais ampla, quando é necessário obter informações específicas sobre a função da retina.
Como é definida a necessidade de exames oftalmológicos no pet?
Cada paciente apresenta uma história diferente.
Idade, espécie, raça, doenças pré-existentes, velocidade de evolução dos sintomas, alterações encontradas durante a consulta e comportamento visual ajudam o médico-veterinário a construir a investigação.
Por isso, tecnologia e expertise precisam caminhar juntas.
Ter um equipamento avançado é importante, mas saber quando utilizá-lo, como interpretar seus resultados e como relacioná-los aos demais achados clínicos é o que transforma uma informação isolada em uma decisão médica.
Na eletrorretinografia, inclusive, a interpretação precisa considerar diferentes variáveis clínicas e técnicas. Estudos mostram que idade e estágio da catarata, por exemplo, podem influenciar alguns parâmetros registrados, reforçando a importância de análise especializada do resultado dentro do contexto de cada paciente.
É por isso que uma investigação oftalmológica de alta complexidade envolve mais do que a realização de exames: envolve integração entre avaliação clínica, equipamentos, experiência profissional e estrutura para dar continuidade ao atendimento.
Catarata em cachorro tem tratamento?
Sim. Quando o diagnóstico é realmente catarata, o tratamento capaz de remover a opacidade do cristalino é cirúrgico.
A técnica utilizada para remoção da catarata é chamada facoemulsificação. Antes de indicar o procedimento, porém, o oftalmologista precisa avaliar o paciente como um todo e estudar as condições do olho.
São considerados o estágio da catarata, a ausência de inflamações, a estabilidade da pressão ocular e os resultados dos exames complementares necessários antes da programação cirúrgica.
Por que não esperar o pet perder a visão para procurar um oftalmologista?
Porque tempo pode fazer diferença na oftalmologia veterinária.
Quando o tutor espera até que o pet deixe de se locomover normalmente ou apresente uma alteração muito evidente, a doença que causou aquele sinal pode já ter evoluído.
“Alterações no brilho, na cor ou na transparência dos olhos, assim como mudanças no comportamento visual do pet, são sinais de que é importante buscar uma avaliação oftalmológica. Também recomendamos o check-up oftálmico para pacientes de meia-idade. Na oftalmologia, o tempo faz diferença: quanto mais cedo identificamos uma alteração, maiores são as chances de preservar a visão, o conforto e a qualidade de vida do paciente”, explica a Dra. Fabiana Quartiero.
Isso é especialmente importante porque nem toda doença ocular causa apenas perda de visão. Algumas alterações podem provocar inflamação, desconforto e outras complicações que precisam ser identificadas e tratadas.
Quando procurar um oftalmologista veterinário?
Considere uma avaliação oftalmológica quando perceber:
- mudança repentina ou progressiva na aparência dos olhos;
- olho branco, azulado ou acinzentado;
- redução do brilho ou transparência;
- dificuldade para encontrar objetos;
- pet esbarrando nos móveis;
- insegurança em locais escuros;
- dificuldade para subir ou descer escadas;
- alteração na capacidade de saltar;
- suspeita de catarata;
- redução ou perda da visão;
- alterações oculares em um paciente diabético;
- mudança de comportamento que possa estar relacionada à visão.
Mesmo alterações discretas merecem atenção quando são novas ou persistentes.
Oftalmologia veterinária no Pet Support: tecnologia associada à experiência da equipe
Problemas oftalmológicos podem exigir desde uma consulta especializada até uma investigação diagnóstica mais avançada.
Por isso, a possibilidade de realizar diferentes etapas do atendimento dentro de uma estrutura hospitalar representa um diferencial importante, principalmente nos casos que exigem maior complexidade.
O Grupo Hospitalar Pet Support conta com estrutura preparada para atendimentos especializados, procedimentos cirúrgicos, internação e terapia intensiva veterinária com UTI, recebendo também pacientes encaminhados que necessitam de investigação e suporte de maior complexidade.
Conheça o setor de Oftalmologia do Pet Support ou fale com nossa equipe para agendar uma avaliação.
Seu pet apresentou alteração nos olhos? O primeiro passo é investigar
Alterações na aparência dos olhos ou no comportamento visual podem ter diferentes causas. Por isso, o primeiro passo é realizar uma avaliação oftalmológica veterinária completa.
A partir dela, o especialista define quais exames são necessários e, quando indicado, pode utilizar recursos como a ecografia ocular e a eletrorretinografia para aprofundar a investigação.
Se você percebeu alguma mudança na visão do seu pet, procure a equipe de Oftalmologia Veterinária do Pet Support. O diagnóstico precoce pode fazer diferença para preservar a visão, o conforto e a qualidade de vida do paciente.
FAQ: dúvidas frequentes sobre problemas de visão e oftalmologia veterinária
1. Como saber se meu cachorro está perdendo a visão?
Esbarrar em móveis, ficar inseguro em ambientes escuros, hesitar diante de escadas e apresentar dificuldade para localizar objetos podem ser sinais de redução da visão. Uma avaliação oftalmológica é necessária para identificar a causa.
2. Cachorro com olho branco tem catarata?
Não necessariamente. Catarata é uma possibilidade, mas glaucoma, uveíte, ceratite, alterações da córnea e esclerose nuclear também podem modificar a aparência dos olhos. O diagnóstico deve ser feito por meio de exame oftalmológico.
3. Olho azulado em cachorro idoso é catarata?
Nem sempre. Cães idosos podem apresentar esclerose nuclear, alteração que deixa o olho com aspecto acinzentado ou azulado e pode ser confundida com catarata. O oftalmologista veterinário consegue diferenciá-las durante o exame.
4. Catarata em cachorro tem cura?
A catarata pode ser tratada cirurgicamente. A indicação depende da avaliação da saúde ocular e das condições individuais do paciente.
5. Gatos podem ter catarata?
Sim. A catarata também ocorre em gatos, embora seja menos frequente do que em cães e possa estar associada a outras doenças oculares, incluindo inflamações intraoculares.
6. O que é eletrorretinografia veterinária?
É um exame que registra as respostas elétricas da retina diante de estímulos luminosos, permitindo ao oftalmologista avaliar sua função.
7. Para que serve o eletrorretinógrafo?
O eletrorretinógrafo é o equipamento utilizado para realizar a eletrorretinografia. Ele ajuda a avaliar se a retina está respondendo adequadamente à luz e pode ser indicado em determinadas investigações de perda visual e antes da cirurgia de catarata.
8. Todo cachorro com catarata precisa fazer eletrorretinografia?
A necessidade do exame é definida pelo oftalmologista conforme as características de cada paciente. No Pet Support, a eletrorretinografia faz parte da investigação pré-operatória de pacientes com catarata quando eles estão sendo avaliados para o procedimento cirúrgico.
9. Quando devo levar meu pet ao oftalmologista veterinário?
Ao perceber mudanças na cor, brilho ou transparência dos olhos, dificuldade para enxergar, esbarrões, insegurança para caminhar ou qualquer mudança no comportamento visual, é indicado procurar avaliação.
10. Onde fazer avaliação oftalmológica e eletrorretinografia veterinária em Porto Alegre?
O Grupo Hospitalar Pet Support conta com equipe especializada em oftalmologia veterinária e estrutura para investigação de casos oculares de maior complexidade, incluindo acesso à eletrorretinografia com eletrorretinógrafo.
Texto produzido em parceria com a médica-veterinária Dra. Fabiana Quartiero (CRMV-RS 9546)
