Diabetes em gatos: o que você precisa saber

30/06/22

Assim como acontece com os seres humanos, o diabetes em gatos é uma doença crônica, sistêmica e grave, caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue. Consequentemente, pode provocar danos em diversos órgãos.

A função da insulina

Conforme amplamente estudado, a principal função da insulina é controlar os níveis de glicose (açúcar) no sangue. A saber, toda vez que nos alimentamos, o pâncreas produz insulina. Então, esse hormônio faz com que as células transportem a glicose para o seu interior, consumindo e transformando-a em energia. 

Além do metabolismo dos carboidratos, a insulina também está envolvida no metabolismo dos ácidos graxos e aminoácidos. Dessa forma, a falta de insulina, ou a incapacidade do organismo de reconhecê-la, faz com que os níveis de glicose aumentem. Consequentemente, isso leva a mudanças na utilização de ácidos graxos e aminoácidos. 

Diabetes em gatos

Na maior parte das vezes, o diabetes em gatos costuma ser secundário à obesidade e ao sedentarismo. Isto é, muito parecido com o Diabetes Mellitus tipo 2 em humanos. Nesses casos, é comum a chamada resistência à insulina.

No diabetes tipo 2, as células do pâncreas do gato não são atacadas pelo sistema imunológico do pet. Assim, o pâncreas segue produzindo insulina. No entanto, existe uma certa resistência à ação da insulina, provocada por diversas substâncias que são liberadas pelo tecido adiposo. 

Com isso, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, provocando uma série de problemas. O pâncreas tenta compensar esse problema, produzindo ainda mais insulina. Se a resistência insulínica não for corrigida, o pâncreas poderá entrar em exaustão. Comprometendo, assim, a sua capacidade de produção.

Sintomas e fatores de risco do diabetes em gatos

A obesidade é o principal fator de risco para o diabetes em gatos. Sabe-se hoje que as células de gordura liberam na corrente sanguínea dos pets uma série de substâncias inflamatórias. Elas dificultam o reconhecimento da insulina pelas células, fazendo com que a glicose se acumule no sangue. 

 Além da obesidade, podemos citar como fatores de risco para diabetes em gatos:

  • Sedentarismo.
  • Uso de hormônios esteróides (corticóides).
  • Doença de cushing (hipercortisolismo).
  • Acromegalia (produção de hormônios androgênicos).
  • Modificações hormonais decorrentes do cio.

Consultar o médico veterinário com frequência é a melhor forma de diagnosticar o diabetes em gatos. Somente esse profissional saberá diferenciar os sintomas com a maior precisão possível.

No entanto, os tutores também devem ficar atentos aos seguintes sinais de alerta do diabetes em gatos:

  • Excesso de urina.
  • Emagrecimento progressivo.
  • Sede em excesso.
  • Acúmulo de formigas na urina do gato.

Tratamento do diabetes em gatos

O tratamento do diabetes em gatos deve ser individualizado e conduzido por uma equipe multidisciplinar constituída por endocrinologistas veterinários e nutricionistas veterinários.

No Grupo Hospitalar Pet Support, os médicos veterinários avaliam as características de cada paciente. Para isso, além de uma anamnese completa, alguns exames complementares podem ser solicitados.

No entanto, de forma geral, as principais medidas de controle do diabetes em gatos são:

A saúde do seu pet depende de você. Fique atento aos sinais do diabetes em gatos e consulte o médico veterinário regularmente. O Grupo Hospitalar Pet Support possui profissionais especializados em endocrinologia e nutrição veterinária. Entre em contato conosco!

Sobre a autora:

Dra. Fernanda Franck Pinós, M.V. Especializada em Endocrinologia (CRMV-RS 12614).
Formada pela Universidade Luterana do Brasil em 2012.
Residência em Clínica de Pequenos Animais em 2013. 
Pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia de Pequenos Animais pela Anclivepa São Paulo em 2017. 
Membro da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária (ABEV).

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