Principais vacinas para cães: protocolos e cuidados

Certamente, as vacinas para cães desempenham um papel fundamental para a saúde e bem-estar dos pets. Afinal, com esse gesto de carinho, os tutores ajudam a prevenir doenças graves que podem surgir em qualquer fase da vida do animal e botar em risco toda a família.

“Atualmente, muitos animais convivem com seus tutores dentro de casa. Dessa forma, beijos e abraços são bastante comuns. No entanto, mesmo para aqueles que vivem em apartamentos, o contato com outros animais nas praças, pet centers, creches e em ambientes pet friendly podem representar riscos.” – Ruben Lundgren Cavalcanti, Médico Veterinário e Sócio Diretor do Pet Support (CRMV-RS 9310).

Assim, doenças graves como a Leishmaniose e a Raiva podem ser transmitidas dos cães para os humanos. Além disso, mesmo as doenças menos graves e não transmissíveis costumam gerar grandes estresses psicológicos e financeiros que poderiam ser evitados com as vacinas para cães. Abaixo, veremos como:

Entrevista: vacinas para cães

Recentemente, em nosso Podcast “Grupo Hospitalar Pet Support”, convidamos a Médica Veterinária Ana Carolina Both (CRMV-RS 7428), Coordenadora Técnica da Zoetis, para conversar sobre a importância das vacinas para cães. Dra. Ana possui mais de 18 anos de experiência profissional e trouxe informações valiosas sobre o assunto:

“Atualmente, o Brasil está entre os três maiores países em população de animais de companhia do mundo. No entanto, apenas cerca de 17% dos cães brasileiros realizam pelo menos uma visita ao ano ao médico veterinário.” – Dra Ana Carolina Both, Médica Veterinária e Coordenadora Técnica da Zoetis (CRMV-RS 7428).

Abaixo, confira os principais pontos da entrevista. Complementarmente, para outras informações, acesse o material completo em nossa conta “Grupo Hospitalar Pet Support”, no Spotify.

Quando aplicar primeira vacina?

Infelizmente, muitos tutores ainda acreditam que a imunização deve ser realizada apenas em filhotes. Porém, isso está errado. Apesar do protocolo inicial ser mais robusto, com reforços necessários, as vacinas para cães são um cuidado que deve ser adotado por toda a vida.

De forma geral, as primeiras vacinas para cães devem ser aplicadas entre os primeiros 42 a 45 dias de vida do pet. No entanto, até essa data, os filhotes, em geral, são imunizados pela mãe através do colostro, o leite mamado nas primeiras 48-72h de vida do filhote.

Posteriormente, após a amamentação, são as vacinas que irão proteger o cão. Então, elas devem ser aplicadas periodicamente por toda a vida. No entanto, para que as vacinas para cães tenham efeito, é preciso prestar atenção ao tempo entre as doses e reforços. 

A importância dos reforços

Assim como na fase de filhotes, na fase adulta, as vacinas para cães são calculada pelos médicos veterinários de acordo com uma curva imunológica. 

“Como resultado, visamos fazer com que o organismo do pet chegue o mais próximo possível de 100% de imunidade. No entanto, caso o tutor atrase ou não aplique as doses e os reforços dentro do prazo estipulado, a curva imunológica cai e o animal (e toda a sua família), voltam a ficar desprotegidos.” – Dra Ana Carolina Both, Médica Veterinária e Coordenadora Técnica da Zoetis (CRMV-RS 7428).

Ademais, vale lembrar que após a aplicação das vacinas, a imunização leva ainda algumas semanas para acontecer. Assim, nesse período, o animal deve continuar sem contato com outros animais.  

Contudo, vale destacar que cabe ao médico veterinário analisar a situação de cada pet e montar um protocolo específico para a realidade de cada família.

Principais vacinas para cães

Vacina Polivalente (V10)

A vacina polivalente V10 protege o seu cão e a sua família de doenças contagiosas e zoonoses que podem levar a óbito. Normalmente, ela é composta de 3 ou 4 doses iniciais. Assim, a primeira deve ser aplicada entre 42 a 45 dias de vida do filhote. Na sequência, as demais doses devem ser realizadas com intervalos de 21 a 28 dias.

Em linhas gerais, a Polivalente V10 protege contra: 

  • Cinomose;
  • Parvovirose;
  • Coronavirose;
  • Hepatite Infecciosa Canina;
  • Adenovirose; 
  • Parainfluenza Canina;
  • Leptospirose Canina.

Assim como outras vacinas, o reforço da vacina polivalente V10 é anual e calculado com base na data da última dose.

Vacina Antirrábica

Geralmente, a raiva é considerada uma doença fatal em praticamente 100% dos casos, tanto em cães como em seres humanos. Sobretudo, ela provoca alterações neurológicas graves e pode ser transmitida dos pets para seus tutores. Normalmente, através de arranhões e mordidas.

A saber, a primeira dose da vacina antirrábica pode ser aplicada logo na fase de filhotes, a partir dos 3 meses de idade. Posteriormente, o reforço dessas vacinas para cães devem ser feitos anualmente. 

Vacina contra a gripe (Tosse dos Canis)

A tosse dos canis costuma cursar com tosse, coriza, febre e falta de apetite. Por vezes, parece que o cão está engasgado. Além disso, o quadro pode evoluir para pneumonia, causando uma série de transtornos para toda a família.

A vacina contra a gripe canina pode ser aplicada junto com a segunda dose da vacina polivalente (V10), por volta dos 80 dias de vida do pet. Porém, o veterinário deverá definir a necessidade da segunda dose de acordo com o tipo da vacina: injetável ou intranasal. Além disso, o reforço dessas vacinas para cães devem ser feitos todos os anos.

Vacina contra Giárdia

A giardíase pode provocar diarreia, vômito, apatia e perda de peso. A saber, é uma importante zoonose, podendo ser transmitida para as pessoas a partir de animais infectados. Já a vacina, pode ser aplicada a partir dos 2 meses de idade do pet. Posteriormente, a segunda dose 3 – 4 semanas após a primeira é essencial para uma proteção adequada. Sem dúvida, o reforço anual é indicado.

Complementarmente, vale ressaltar que a manutenção regular das condições de higiene dos cães também é um fator muito importante para a prevenção da giardíase.

Vacina contra Leishmaniose

Atualmente, os cães domésticos são considerados os principais reservatórios da Leishmaniose em áreas urbanas. Assim, a partir deles, algumas espécies de mosquitos podem espalhar a doença para toda a família.

A saber, a leishmaniose é dividida em dois tipos: visceral ou tegumentar. Geralmente, em humanos, a doença provoca desde feridas na pele e fraqueza, até aumento do baço, do fígado, problemas respiratórios, sangramentos e infecções por conta da queda da imunidade.

Assim, a vacinação é fundamental. Normalmente, as vacinas para cães contra leishmaniose devem ser feitas a partir de 4 meses de idade. Complementarmente, o protocolo completo deve ser feito com 3 doses, respeitando o intervalo de 21 dias entre cada aplicação. Já a revacinação é anual, contada a partir da 1ª dose.

Portanto, vacine e cuide da saúde do seu Pet! Para mais informações sobre vacinas para cães, acesse o nosso Podcast “Grupo  Hospitalar Pet Support” no Spotify. Além disso, fique atento também ao nosso blog e às nossas redes sociais.

Por fim, não esqueça: consulte o médico veterinário regularmente e siga o calendário de vacinas para cães corretamente. Os profissionais do Pet Support estão a sua disposição.

Sobre a autora

Dra Ana Carolina Both, Médica Veterinária e Coordenadora Técnica da Zoetis (CRMV-RS 7428).

  • Coordenadora técnica de animais de companhia Zoetis;
  • Médica veterinária formada pela ULBRA;
  • Residência Médica Veterinária ULBRA e UFRGS;
  • Pós-graduada em 1 Gerência em Marketing pela ESPM.

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